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Escuridão no Fim do Túnel – Resenha

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Autor:  Henrique de Micco

Páginas: 78

Gênero: Terror

Formato: eBook Kindle

ISBN: B01N4MU0NL

Lançamento: 10/01/2017

 

A cena de um pai, prestes a contar histórias assustadoras ao seu filho, é o pontapé inicial da história. Como os dois costumam chamar, o “show de horrores”.

O livro flui de maneira ágil, trazendo alguns contos, que na verdade são os relatos do pai ao seu filho. Cinco histórias curtas, sendo quatro delas de outras pessoas, e a última do próprio pai do menino, que se chama Tomas.

O primeiro conto nos traz um atropelamento, após um momento de distração da motorista. Isso acontece em uma estrada quase deserta, em plena madrugada. Não tem como dar certo, né?

O sussurro em seu ouvido fez seu corpo inteiro gelar, e um arrepio percorreu toda a sua espinha dorsal; Ela teve a impressão de conseguir ouvir as batidas de seu coração naquele momento. Poderia ter sido coisa de sua cabeça, pensou ela. Ainda assim, demorou em criar a coragem necessária para virar-se. Havia um vulto escuro, imóvel, aparentemente encarando-a, há cerca de dez metros de distância. Não conseguiu ver mais do que isso, pois o a luz da lua mal passava pelas copas das árvores naquele ponto da floresta.

O segundo conto nos mostra um pouco da rotina de um trabalhador, que sai de casa numa manhã de segunda-feira sem imaginar o que espera por ele. Um metrô parando de forma repentina, sem a menor explicação; Uma menina que só ele vê. Complicado…

Fred apenas olhava para o seu relógio, lamentando o atraso cada vez maior com o qual chegaria ao trabalho naquela manhã. As luzes no interior do veículo piscaram, ameaçando falharem. Uma discussão entre três passageiros sentados no fundo tornava-se cada vez mais calorosa. As luzes se apagaram por um instante. Olhos incandescentes e vermelhos puderam ser vistos no outro extremo do vagão, acompanhados de um rosnado grave que ecoou passando por todos eles. As luzes voltaram. Os passageiros se entreolhavam, atônitos.

O terceiro conto se inicia com duas amigas animadas tagarelando, até que uma encomenda estranha chega à casa onde elas estão. Não preciso dizer mais nada.

Iolanda jogou a faca de lado, e terminou de arrancar as fitas adesivas com as mãos. Abriu a caixa com cuidado, e sua expressão foi de curiosa para aterrorizada num piscar de olhos. Ela não conseguiu encontrar forças para gritar, e tudo o que passou por sua garganta foi um gemido desesperado. Ela soltou a caixa e recuou, levando as mãos à boca.

O quarto conto fala sobre um policial, que chega em casa embriagado e, após uma breve discussão com sua esposa, percebe haver algo errado em uma das casas da vizinhança. Só não esperava que fosse algo TÃO errado.

Ele atirou longe o telefone, espumando de raiva. Rastejou até o pé da escada, procurando dentro de si a coragem necessária para que tentasse subi-la. Tinha certeza de que não gostaria do que ia encontrar lá em cima. Preferia morrer, talvez, ao presenciar o que quer que fosse que estivesse acontecendo em seu quarto naquele momento.

O quinto, e último conto, é na verdade a lembrança de um dia vivido pelo próprio Tomas, na companhia de um amigo e de seu filho. Eles decidem passar um fim de semana em um casebre distante, afastado das cidades e margeado por uma floresta. EU não faria isso. Mas quem sou eu pra julgar…

Olho para cima, incomodado com a chuva que se torna mais forte conforme a estranha conversa avança. Tiago e Bruno me aguardam no casebre; Márcia deve me aguardar no sofá, ao lado do telefone enquanto rói as unhas. E eu? Eu anseio por mais explicações. As palavras daquele homem soavam com uma verdade assustadora. Era quase como se fosse impossível não acreditar no que ele me dizia. E a lanterna em suas mãos sujas de terra? Parecia chamar por mim…

Concluída a leitura desse conto, fica nítido que tudo aconteceu por um motivo maior. No decorrer da leitura, alguns poucos indícios podem ser encontrados, mas soam de forma um pouco confusa até que o leitor chegue nesse ponto. No último capítulo, onde o foco da história volta a ser pai e filho, tudo é explicado; E o final é surpreendente!

Então, o que achamos?

“Escuridão no Fim do Túnel” é um livro de leitura rápida e fluída, que nos traz uma mensagem bela por trás das cenas perturbadoras. O mais interessante é que os contos podem ser lidos de forma individual, não deixando de ser interessantes. Mas após a conclusão da leitura, você certamente verá as coisas e os personagens com outros olhos.

O livro é muito bom, recomendado para os simpatizantes do gênero e para aqueles que desejam se arriscar pela primeira vez em leituras dessa natureza. O quesito originalidade também é um ponto muito forte. Nada de clichês.

Ao final, fica um questionamento: São os mortos, que devemos realmente temer?

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4 comentários em “Escuridão no Fim do Túnel – Resenha”

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